Desde muito pequena me lembro do fascínio que o tríduo momesmo exercia sobre mim. Mesmo morando no interior de São Paulo, numa cidade muito pequena, o carnaval existia como um momento mágico.
Minha primeira fantasia foi, obviamente, de Colombina. uma colombina azul. Pequena e gordinha, com direito a pompom no cabelo.
Depois vieram o índio americano, a havaiana, a cigana...Mais tarde a inevitável odalisca (num bloco), a baiana.
Já adolescente, a glória absoluta! Uma fantasia de dançarina de can-can. Como fui feliz aquela noite!
E tola, como toda mocinha aos dezesseis anos, não soube tirar proveito da fantasia mais bonita que uma mulher pode vestir...A de pierrot. Minha mãe e avó se esmeraram na perfeição do traje.
Meu tio Zé me deu metros e metros de cetim de seda pura, seda alva. As camadas de tule em tons de azul salpicadas de lantejoulas, o gorro, as luvas. A face coberta de alvaiade e a lágrima azul cobalto.
Sim, um pierrot digno de capa de revista. Mas que mocinha de dezesseis anos quer passar a noite de folia vestida dos pés à cabeça e ainda por cima com o rosto pintado?
Há décadas não brinco o carnaval, e muito menos uso uma fantasia.
Se bem me recordo, a última vez foi num carnaval memor´´avel em 1985...
Nem que seja para tirar fotografia, nem que seja ou não seja....Amanhã serei colombina ou melindrosa, ou...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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