Não sei o que é isso, mas hoje, no auge do desespero, aos soluços ouvi um conselho inusitado. Inusitado pela fonte, uma carola sexagenária. Mandou que eu tomasse um banho de sal grosso...
Realmente é caso de repensar meu já sabido ceticismo. Quando tudo, mas TUDO mesmo começa a dar errado, qualquer teoria matemática sobre probabilidades cai por terra e é hora de...sei lá.
Eu chorei. Chorei até ficar com dó de mim. Chorei até ficar com raiva da minha impotência burguesa.
Chorei também de emoção. Chorei tanto que pareço um beagle. Um beagle sem o pelo macio e as orelhas de desenho animado.
Não me comovi com o consolo da gentilíssima cozinheira da igreja que passa por percalços imensamente maiores que os meus. O problema de quem, como eu, leu mais do que devia e teve Goffredo como professor é não se comover assim...Pensar isnt a gift, its a curse.
Entretanto, porém, todavia...reencontrei uma das pessoas (poucas) que eu
Bull shit
Fenelon surgiu no cyber space. E isso já reverteu my mood. Sempre escolhi mal minhas paixões.
Talvez porque a definição de paixão seja exatamente um estado de privação de racionalidade.
Estúpida ou não, humilhada ou não, não posso negar que durante algum tempo vivi num estado de deslumbramento e quase felicidade. E isso já deveria ser motivo de grande, imensa satisfação.
Tive a graça, o milagre, o feito de viver como uma jovem de 20 anos. E fui extremamente feliz.
Chorar? Nunca mais.
Só tenho que agradecer aos Céus.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Bailes
Desde muito pequena me lembro do fascínio que o tríduo momesmo exercia sobre mim. Mesmo morando no interior de São Paulo, numa cidade muito pequena, o carnaval existia como um momento mágico.
Minha primeira fantasia foi, obviamente, de Colombina. uma colombina azul. Pequena e gordinha, com direito a pompom no cabelo.
Depois vieram o índio americano, a havaiana, a cigana...Mais tarde a inevitável odalisca (num bloco), a baiana.
Já adolescente, a glória absoluta! Uma fantasia de dançarina de can-can. Como fui feliz aquela noite!
E tola, como toda mocinha aos dezesseis anos, não soube tirar proveito da fantasia mais bonita que uma mulher pode vestir...A de pierrot. Minha mãe e avó se esmeraram na perfeição do traje.
Meu tio Zé me deu metros e metros de cetim de seda pura, seda alva. As camadas de tule em tons de azul salpicadas de lantejoulas, o gorro, as luvas. A face coberta de alvaiade e a lágrima azul cobalto.
Sim, um pierrot digno de capa de revista. Mas que mocinha de dezesseis anos quer passar a noite de folia vestida dos pés à cabeça e ainda por cima com o rosto pintado?
Há décadas não brinco o carnaval, e muito menos uso uma fantasia.
Se bem me recordo, a última vez foi num carnaval memor´´avel em 1985...
Nem que seja para tirar fotografia, nem que seja ou não seja....Amanhã serei colombina ou melindrosa, ou...
Minha primeira fantasia foi, obviamente, de Colombina. uma colombina azul. Pequena e gordinha, com direito a pompom no cabelo.
Depois vieram o índio americano, a havaiana, a cigana...Mais tarde a inevitável odalisca (num bloco), a baiana.
Já adolescente, a glória absoluta! Uma fantasia de dançarina de can-can. Como fui feliz aquela noite!
E tola, como toda mocinha aos dezesseis anos, não soube tirar proveito da fantasia mais bonita que uma mulher pode vestir...A de pierrot. Minha mãe e avó se esmeraram na perfeição do traje.
Meu tio Zé me deu metros e metros de cetim de seda pura, seda alva. As camadas de tule em tons de azul salpicadas de lantejoulas, o gorro, as luvas. A face coberta de alvaiade e a lágrima azul cobalto.
Sim, um pierrot digno de capa de revista. Mas que mocinha de dezesseis anos quer passar a noite de folia vestida dos pés à cabeça e ainda por cima com o rosto pintado?
Há décadas não brinco o carnaval, e muito menos uso uma fantasia.
Se bem me recordo, a última vez foi num carnaval memor´´avel em 1985...
Nem que seja para tirar fotografia, nem que seja ou não seja....Amanhã serei colombina ou melindrosa, ou...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Insanidade temporária
Sim
Confesso. Fui idiota, burra, naive, chorei, beijei, quase implorei.
Crise de meia idade, insanidade, amor...rótulos, nada mais.
Tudo passa, até uva-passa.
O primeiro amor passou, o segundo amor passou, mas o coração continua...
Dói? Claro.
Mais que a morte, mais que maratona do Faissbinder, mais que tudo.
Mas sou bravo, sou forte, sou filho do norte,
Guerreiras ouvi!
Passa, viu . E toda moça after Women´s Lib tem dessas recaídas..
Mas passa, e eu vou passar m,elhor.
Jane Austen, Dorothy Parker, Clarice, its enough
A temporada de caça mal começou
e eu já resolvi meu momento "mocinha"
Salve Salve
Salve Iemanjá
e Luz Acedo
a mulher mais bonita e interesante do Brasil!
Bacio
Confesso. Fui idiota, burra, naive, chorei, beijei, quase implorei.
Crise de meia idade, insanidade, amor...rótulos, nada mais.
Tudo passa, até uva-passa.
O primeiro amor passou, o segundo amor passou, mas o coração continua...
Dói? Claro.
Mais que a morte, mais que maratona do Faissbinder, mais que tudo.
Mas sou bravo, sou forte, sou filho do norte,
Guerreiras ouvi!
Passa, viu . E toda moça after Women´s Lib tem dessas recaídas..
Mas passa, e eu vou passar m,elhor.
Jane Austen, Dorothy Parker, Clarice, its enough
A temporada de caça mal começou
e eu já resolvi meu momento "mocinha"
Salve Salve
Salve Iemanjá
e Luz Acedo
a mulher mais bonita e interesante do Brasil!
Bacio
Assinar:
Comentários (Atom)