quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma questão delicada

O título é mentiroso. A questão não é delicada. Nunca foi, e certamente nunca mais vou fazer de conta que é.
Civilidade e polidez não fazem parte do dicionário quando se trata de futebol.
O Corinthians está ganhando de lavada o jogo. E eu já não consigo mais manter minha postura elegante. Mais uma provocação e verão na manchete do Diario Popular mais um homicídio.
Meu pai não está no Brasil, e dou graças por isso.
Meu pai é um palmeirense insano, assim como eu. Nosso otimismo beira à insanidade, e nossa insanidade é verde e branca.
Meus irmãos também são palmeirenses. Palmeirenses apaixonados. Mas são realistas. Meu irmão Marinho deve ter sangue verde nas veias, mas encara cada jogo com um pessimismo que me incomoda.
Provavelmente meu otimismo deve ser muito mais irritante para ele.

Eu, meu pai e meu outro irmão Mau, temos outra coisa em comum, a aversão ao Corinthians. Uma aversão quase tão apaixonada quanto a paixão pelo Verdão.
Eu e meu irmão nos casamos com corintianos. Pessoas maravilhosas, exceto por esse desvio de personalidade.
Meu marido embora torcedor se mantem sob controle. O que é uma tarefa hercúlea, já que meu pai não dá trégua.
E eu sou do tipo truculento.

Ou fui.
Minha cunhada é como eu, e meu irmão também. Não quero imaginar o que está acontecendo na Bela Cintra agora.

Mas deixe estar...
O Campeonato Brasileiro ainda está engatinhando.
Como diz Mario Biazzi, amanhã vou até Meca, vulgo Palestra Italia, e tudo vai parecer menos sombrio.

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