quarta-feira, 15 de julho de 2009

Estátuas

A primeira vez que vi uma estátua viva, décadas atrás fiquei genuinamente emocionada. Acho líricas, românticas, lindas...Achava. Até ler a crônica de um amigo, que me deixou tão triste que até parei de trabalhar.
Quarta-feira passada embalada por saquês e digestivos numa véspera de feriado, passei por uma especialmente bonita. Fui generosa como os bêbados felizes sempre são..e segui para o meu pré feriado ainda mais radiante.
Mais cheia de poesia e felicidade por que um anjo prateado sorriu para mim e eu consegui, por um instante juntar minhas duas cidades numa.
Nem por um segundo me lembrei da miséria de estar coberto de tinta e da imobilidade forçada.
Só pensei na fantasia, na mágica.
Só pensei em mim mesma.
Acontece...
Mas não deveria acontecer. Fui grosseira com gente que eu adoro, sim, acontece...Mas também não deveria acontecer. Ninguém pode ser grosseiro. Ainda mais com gente querida.
Peço desculpas pela minha grosseria e insensibilidade.
E amanhã vou pedir desculpas e perguntar o nome da estátua que esconde o artista.

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