Nunca imaginei que este dia chegaria...Ou sempre imaginei. Aos quarenta anos e um dia apareceu meu primeiro fio de cabelo branco...I´d freaking out, for nothing.
I'm 46 e ele é único.
Não adianta ter medo. Nem sofrer pelo inelutável.
Envelhecer é a consequência de continuar vivo. E até pode ser até divertido.
Sou avessa à maternidade. Bebês e cactus tem o mesmo apelo na minha opinião...
Dorothy Parker, Mencken, Paulo Francis, Maria, Dolores Duran, bitter people, nice people...
Kids? Thank you, no...I just had a dinner.
Tive dois tios (fosters) um que me acompanhou a infância toda e me abandonou depois e o outro que, como eu, era avesso a crianças, e me acompanha até hoje.
Tio Zé, tio Juca...
Tia Mamie again...
Amigos são para sempre, namorados também.
Não sei se foi Mae West, Dottie ou Mariane que disse...
esqueçam.
era uma tolice
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Final feliz
Que ninguém se engane...somos todos ávidos de finais felizes. O bem vencendo o mal, a mocinha casando com o protagonista...viu só? Falei como descrente.
Hoje ganhei meu presente de aniversário do acaso. Como a vitória de Piquet num distante 1986.
Assisti com muito atraso a última aventura de Indiana Jones. E no filme ele casa com a única mulher que eu gostei.
Aos quarenta e seis anos, finalmente acabei feliz com o mocinho. Claro que li mudei minha visão, claro que li os livros.
Claro que minha depressão chegou ao fim.
No meu mundo particular Indiana Jones e Marion se reencontram, os arquétipos ficam óbvios, meu irmão me manda um presente lindo...a parceria de Chico e Ivan n voz de Nogueira filho falando de uma mulher como eu,
assim meio escandalosa, meio desassossegada...
E a Rosa. Nesse meu inferno íntimo a Reosa me trouxe um pouco de paz.
Luto mal resolvido, saudade, raiva, culpa, fazer aniversário
sem aquela voz rouca é insuportável.
im
in
em
en
Poesia Concreta
O sarcasmo
A ironia
O amor verdadeiro
Só os canalhas tem ética
Só os renegados podem falar do degredo
Todo mundo merece um final feliz no dia do aniversário.
Eu ganhei a batalha. Ou talvez Spielberg tenha os mesmos anseios...
Indiana e Marion juntos. Vinte e muitos anos depois...
Mas o que são vinte anos?
Vou dormir feliz.
Gostaria de assistir um filme sem ver nas entrelinhas...Como já disse Pasolinni.o cavalo era só um cavalo que passou na hora.
Ganhei um livro especial...Quadrinhos para gente grande. Verão Índio.
HQ é um seara a ser descoberta,
me aguardem...Mariane lado B
Hoje ganhei meu presente de aniversário do acaso. Como a vitória de Piquet num distante 1986.
Assisti com muito atraso a última aventura de Indiana Jones. E no filme ele casa com a única mulher que eu gostei.
Aos quarenta e seis anos, finalmente acabei feliz com o mocinho. Claro que li mudei minha visão, claro que li os livros.
Claro que minha depressão chegou ao fim.
No meu mundo particular Indiana Jones e Marion se reencontram, os arquétipos ficam óbvios, meu irmão me manda um presente lindo...a parceria de Chico e Ivan n voz de Nogueira filho falando de uma mulher como eu,
assim meio escandalosa, meio desassossegada...
E a Rosa. Nesse meu inferno íntimo a Reosa me trouxe um pouco de paz.
Luto mal resolvido, saudade, raiva, culpa, fazer aniversário
sem aquela voz rouca é insuportável.
im
in
em
en
Poesia Concreta
O sarcasmo
A ironia
O amor verdadeiro
Só os canalhas tem ética
Só os renegados podem falar do degredo
Todo mundo merece um final feliz no dia do aniversário.
Eu ganhei a batalha. Ou talvez Spielberg tenha os mesmos anseios...
Indiana e Marion juntos. Vinte e muitos anos depois...
Mas o que são vinte anos?
Vou dormir feliz.
Gostaria de assistir um filme sem ver nas entrelinhas...Como já disse Pasolinni.o cavalo era só um cavalo que passou na hora.
Ganhei um livro especial...Quadrinhos para gente grande. Verão Índio.
HQ é um seara a ser descoberta,
me aguardem...Mariane lado B
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dead line
todo mundo que conhece a expressão sabe que não é dead, mas todo mundo sente o pavor idêntico ao do carrasco se aproximando.
Os prazos dados são folgados. Generosos.
Por que, em nome de Deus, somos tão relapsos?
Sim, nós todos.
Tradutores, escritores, revisores, colunistas.
E ainda nos sentimos bem com a complacência dos (poucos) editores.
Sim...Talvez da próxima vez...
Talvez no próximo verão.
Eu nunca vou mudar.
Os clássicos não mudam.
Paulo Francis morreu por que a idéia de mudar era pior que a morte.
Retratação é uma maneira sutil de morte.
Sou auto indulgente toda semana de 20 a 27 de julho, afinal de contas é o meu aniversário.
E o aniversário da revolução de Cuba.
E que meus pais não me ouçam, dia de SantaAnna
Entre todo o caos da minha vida, tenho o cosmo dos meus amigos...Blanca, Paiulão...Entre mortos e feridos, alguns se salvaram,
Os prazos dados são folgados. Generosos.
Por que, em nome de Deus, somos tão relapsos?
Sim, nós todos.
Tradutores, escritores, revisores, colunistas.
E ainda nos sentimos bem com a complacência dos (poucos) editores.
Sim...Talvez da próxima vez...
Talvez no próximo verão.
Eu nunca vou mudar.
Os clássicos não mudam.
Paulo Francis morreu por que a idéia de mudar era pior que a morte.
Retratação é uma maneira sutil de morte.
Sou auto indulgente toda semana de 20 a 27 de julho, afinal de contas é o meu aniversário.
E o aniversário da revolução de Cuba.
E que meus pais não me ouçam, dia de SantaAnna
Entre todo o caos da minha vida, tenho o cosmo dos meus amigos...Blanca, Paiulão...Entre mortos e feridos, alguns se salvaram,
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Estátuas
A primeira vez que vi uma estátua viva, décadas atrás fiquei genuinamente emocionada. Acho líricas, românticas, lindas...Achava. Até ler a crônica de um amigo, que me deixou tão triste que até parei de trabalhar.
Quarta-feira passada embalada por saquês e digestivos numa véspera de feriado, passei por uma especialmente bonita. Fui generosa como os bêbados felizes sempre são..e segui para o meu pré feriado ainda mais radiante.
Mais cheia de poesia e felicidade por que um anjo prateado sorriu para mim e eu consegui, por um instante juntar minhas duas cidades numa.
Nem por um segundo me lembrei da miséria de estar coberto de tinta e da imobilidade forçada.
Só pensei na fantasia, na mágica.
Só pensei em mim mesma.
Acontece...
Mas não deveria acontecer. Fui grosseira com gente que eu adoro, sim, acontece...Mas também não deveria acontecer. Ninguém pode ser grosseiro. Ainda mais com gente querida.
Peço desculpas pela minha grosseria e insensibilidade.
E amanhã vou pedir desculpas e perguntar o nome da estátua que esconde o artista.
Quarta-feira passada embalada por saquês e digestivos numa véspera de feriado, passei por uma especialmente bonita. Fui generosa como os bêbados felizes sempre são..e segui para o meu pré feriado ainda mais radiante.
Mais cheia de poesia e felicidade por que um anjo prateado sorriu para mim e eu consegui, por um instante juntar minhas duas cidades numa.
Nem por um segundo me lembrei da miséria de estar coberto de tinta e da imobilidade forçada.
Só pensei na fantasia, na mágica.
Só pensei em mim mesma.
Acontece...
Mas não deveria acontecer. Fui grosseira com gente que eu adoro, sim, acontece...Mas também não deveria acontecer. Ninguém pode ser grosseiro. Ainda mais com gente querida.
Peço desculpas pela minha grosseria e insensibilidade.
E amanhã vou pedir desculpas e perguntar o nome da estátua que esconde o artista.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Véspera
Ontem foi a véspera do feriado.
Dia 8 de julho...Já é nove de julho.
Mas eu passei o dia antes do dia comemorando a coragem dos paulistas.
Chorando pela minha juventude e por qualquer coisa, já que sou lírico sentimental.
Depois de almoçar no Gombe, visitar o Jurídico, encontrar Wilson, Vitão e Adriano de quebra.
Depois de revisitar os recantos das Arcadas e beber café e Courvoisier olhando para as mesmas e contando pela 206 vez as mesmas histórias para o abnegado interlocutor...percebi a razão da minha melancolia.
Saudade.
Raiva.
Muita raiva.
No único dia que eu deixei meu amigo por que ele estaria com outros...
Ele morreu
Eu vou superar.
Not today
not tomorrow
mas tudo faz sentido
não fica melhor, aliás fica muito pior
Aliás , na verdade, não muda nada a saudade.
Dia 8 de julho...Já é nove de julho.
Mas eu passei o dia antes do dia comemorando a coragem dos paulistas.
Chorando pela minha juventude e por qualquer coisa, já que sou lírico sentimental.
Depois de almoçar no Gombe, visitar o Jurídico, encontrar Wilson, Vitão e Adriano de quebra.
Depois de revisitar os recantos das Arcadas e beber café e Courvoisier olhando para as mesmas e contando pela 206 vez as mesmas histórias para o abnegado interlocutor...percebi a razão da minha melancolia.
Saudade.
Raiva.
Muita raiva.
No único dia que eu deixei meu amigo por que ele estaria com outros...
Ele morreu
Eu vou superar.
Not today
not tomorrow
mas tudo faz sentido
não fica melhor, aliás fica muito pior
Aliás , na verdade, não muda nada a saudade.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Melancolia
Sair da cama é quase como escalar as prateleiras da Mantiqueira.
Não existe droga tão poderosa quanto o subconsciente. Dormir não custa nada e ainda dá barato.
Ou seja...depressão.
Esperei um mês para ver se passava. Não passou.
Próximo passo.
Sei lá...Ando cansada de lutar contra a natureza. A minha natureza.
I'm fooling myself Billie Holiday and Lester Young
Madrugada de sete de julho e tem uma lua linda e cheia no céu. Estou triste por nada, e por tudo.
Someone who watches over me
Vai passar...
Não existe droga tão poderosa quanto o subconsciente. Dormir não custa nada e ainda dá barato.
Ou seja...depressão.
Esperei um mês para ver se passava. Não passou.
Próximo passo.
Sei lá...Ando cansada de lutar contra a natureza. A minha natureza.
I'm fooling myself Billie Holiday and Lester Young
Madrugada de sete de julho e tem uma lua linda e cheia no céu. Estou triste por nada, e por tudo.
Someone who watches over me
Vai passar...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Entre os manifestos de Marx e Lenin , entre os poemas de Olavo Bilac e Manuel Bandeira, entre os diálogos de Romeu e Julieta, entre uma canção e outra de Chico Buarque, entre as páginas da Playboy e Claudia.
Na confusão das colunas do Estadão, do Pasquim, Pif-Paf.
No Cine Central, no Cine São José.
Nas páginas dos volumes das prateleiras da biblioteca municipal.
Na tradição oral.
O professor me ensinou a ser alguém diferente. Meu nome devo a sua fértil imaginação e, de quebra as sobrancelhas.
Na confusão das colunas do Estadão, do Pasquim, Pif-Paf.
No Cine Central, no Cine São José.
Nas páginas dos volumes das prateleiras da biblioteca municipal.
Na tradição oral.
O professor me ensinou a ser alguém diferente. Meu nome devo a sua fértil imaginação e, de quebra as sobrancelhas.
Uma questão delicada
O título é mentiroso. A questão não é delicada. Nunca foi, e certamente nunca mais vou fazer de conta que é.
Civilidade e polidez não fazem parte do dicionário quando se trata de futebol.
O Corinthians está ganhando de lavada o jogo. E eu já não consigo mais manter minha postura elegante. Mais uma provocação e verão na manchete do Diario Popular mais um homicídio.
Meu pai não está no Brasil, e dou graças por isso.
Meu pai é um palmeirense insano, assim como eu. Nosso otimismo beira à insanidade, e nossa insanidade é verde e branca.
Meus irmãos também são palmeirenses. Palmeirenses apaixonados. Mas são realistas. Meu irmão Marinho deve ter sangue verde nas veias, mas encara cada jogo com um pessimismo que me incomoda.
Provavelmente meu otimismo deve ser muito mais irritante para ele.
Eu, meu pai e meu outro irmão Mau, temos outra coisa em comum, a aversão ao Corinthians. Uma aversão quase tão apaixonada quanto a paixão pelo Verdão.
Eu e meu irmão nos casamos com corintianos. Pessoas maravilhosas, exceto por esse desvio de personalidade.
Meu marido embora torcedor se mantem sob controle. O que é uma tarefa hercúlea, já que meu pai não dá trégua.
E eu sou do tipo truculento.
Ou fui.
Minha cunhada é como eu, e meu irmão também. Não quero imaginar o que está acontecendo na Bela Cintra agora.
Mas deixe estar...
O Campeonato Brasileiro ainda está engatinhando.
Como diz Mario Biazzi, amanhã vou até Meca, vulgo Palestra Italia, e tudo vai parecer menos sombrio.
Civilidade e polidez não fazem parte do dicionário quando se trata de futebol.
O Corinthians está ganhando de lavada o jogo. E eu já não consigo mais manter minha postura elegante. Mais uma provocação e verão na manchete do Diario Popular mais um homicídio.
Meu pai não está no Brasil, e dou graças por isso.
Meu pai é um palmeirense insano, assim como eu. Nosso otimismo beira à insanidade, e nossa insanidade é verde e branca.
Meus irmãos também são palmeirenses. Palmeirenses apaixonados. Mas são realistas. Meu irmão Marinho deve ter sangue verde nas veias, mas encara cada jogo com um pessimismo que me incomoda.
Provavelmente meu otimismo deve ser muito mais irritante para ele.
Eu, meu pai e meu outro irmão Mau, temos outra coisa em comum, a aversão ao Corinthians. Uma aversão quase tão apaixonada quanto a paixão pelo Verdão.
Eu e meu irmão nos casamos com corintianos. Pessoas maravilhosas, exceto por esse desvio de personalidade.
Meu marido embora torcedor se mantem sob controle. O que é uma tarefa hercúlea, já que meu pai não dá trégua.
E eu sou do tipo truculento.
Ou fui.
Minha cunhada é como eu, e meu irmão também. Não quero imaginar o que está acontecendo na Bela Cintra agora.
Mas deixe estar...
O Campeonato Brasileiro ainda está engatinhando.
Como diz Mario Biazzi, amanhã vou até Meca, vulgo Palestra Italia, e tudo vai parecer menos sombrio.
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