domingo, 22 de setembro de 2013

Desastre

Não. Você não vai me fazer mudar de calçada. Ou chorar olhando para uma lula.
Não. definitivamente não.
A escova de dentes ainda não consegui jogar fora. Afinal é um lembrete útil para evitar futuros desastres. Porque você foi um desastre. Um avião que caiu sobre um orfanato.
Eu, que me julgava tão esperta, tão safa acabei assim...Como uma garota coadjuvante de filme B.
Ou, a Rita Hayworth em Pal Joe.
Mas passa. Aliás já passou.
O porre já passou. E a ressaca a gente cura com cerveja gelada, duas aspirinas e uma tarde debaixo dos lençóis.
Mas não, você não vai me fazer mudar de bar. Fique com tudo, até com as lembranças. Mas aquele balcão é único. Leve tudo, até meu coração. Que, por sinal já não serve para nada. 
Leve os Cds do Rostropovsky tocando Bach. Leve a assinatura da Osesp.
Mas o bar não. Leve os amigos. Leve a minha risada, deixe o sarcasmo que franze o canto da minha boca.
Mas o balcão do bar é meu. O bar é meu.  E disso, meu caro, eu não abro mão.



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