Duas coisas que pareciam impossíveis de realizar. Ler Ulysses de uma tacada só, e completar uma trezena.
Confesso que almejei por décadas cumprir tais feitos e sucessivamente falhei em ambas. Enfim, tenho mais uma chance com a mais nova tradução do Ulysses.
sábado, 23 de março de 2013
random
Odeio tudo que é aleatório. Chove em São Paulo. Chove na minha rua e basta. Saí para comprar um vestido e voltei com mais livros.
Aos quarenta e nove anos e toneladas de livros, para que mais livros?
Chove em São Paulo e toca uma música que eu amo. Somewhere beyond the sea.
Agora Dinah Washington.
Tenho tudo quanto quero...Ai, poesia!
Quero tudo e ainda um pouco mais.
Aos quarenta e nove anos e toneladas de livros, para que mais livros?
Chove em São Paulo e toca uma música que eu amo. Somewhere beyond the sea.
Agora Dinah Washington.
Tenho tudo quanto quero...Ai, poesia!
Quero tudo e ainda um pouco mais.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Dottie
Unfortunate
Coincidence.
Enquanto ser dele, você jura
Suspirando em estremecimento
E ele, promete de joelhos
Paixão Infinita,
duradoura
Moça, ouça meu conselho
Alguém aí está de fingimento
By the time
you swear you're his,
Shivering
and sighing,
And he vows
his passion is
Infinite,
undying—
Lady, make
a not of this:
One of you
is lying.
Dorothy Parker
Tradução Mariane Biazzi
sábado, 16 de março de 2013
Botas
Botas surradas. A indefectível roupa preta mas já não tão preta. Afinal, não há preto que resista ao OMO.
Rímel e kajal. Uma vontade hercúlea. E, claro, Chanel.
Sim, Chanel. Naquela noite um Cristalle.
Sim, porque há noites que pedem Cristalle, outras pedem Coco, e raramente Chance.
Não vou me alongar nisso. Mulheres e perfumes adequados estão muito além da minha humilde qualificação.
A noite fica sempre melhor. Talvez seja uma das raras coisas que fica sempre mais agradável.
A noite e os sapatos. Botas.
Enfim, minhas botas surradas me levaram para dentro de mais noite. Botas, noite e Chanel.
Ah, botas, noite, Chanel e música. Sem a tal da música pra que calçar as botas e usar Chanel?
Rímel e kajal. Uma vontade hercúlea. E, claro, Chanel.
Sim, Chanel. Naquela noite um Cristalle.
Sim, porque há noites que pedem Cristalle, outras pedem Coco, e raramente Chance.
Não vou me alongar nisso. Mulheres e perfumes adequados estão muito além da minha humilde qualificação.
A noite fica sempre melhor. Talvez seja uma das raras coisas que fica sempre mais agradável.
A noite e os sapatos. Botas.
Enfim, minhas botas surradas me levaram para dentro de mais noite. Botas, noite e Chanel.
Ah, botas, noite, Chanel e música. Sem a tal da música pra que calçar as botas e usar Chanel?
sexta-feira, 15 de março de 2013
Vodka,
Vodka. Gelada, licorosa.
Vodka é meio Dostoievisky, meio Bukowsky.
Vodka pode ser barata e acompanhar bêbados na sarjeta. Ou pode ser fria, distante, acompanhando blinis e Ostrega.
Vodka pede dedos longos e nenhuma calma. Vodka pede solidão.
ou não.
Vodka. Blues. Até a sonoridade dos nomes é fascinante.
Blues é bom
Blues.
A palavra é linda. Eu gostaria de blues mesmo que blues não soasse blues.
Mas soa. O pior é que blues é bom desde o primeiro som, o pronunciar BLUESSSS
Como o primeiro gole de whisky.
Não consigo deixar de gostar do cheiro. Da cor. Do gosto. E até do que vem depois da quinta dose.
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