quarta-feira, 16 de março de 2011

St Patrick

Minha melhor, ou das melhores recordações da minha vida está ligada à St Patrick. Sou uma das poucas pessoas a qual não se aplica o dito popular " Era feliz e não sabia". Ao contrário, eu sempre soube o quanto eu era, estava feliz. Absurdamente feliz. Magicamente feliz. Claro que meu lado EU sempre soube que era passageiro, sempre soube da sorte de ter, mesmo que só momentaneamente a felicidade de Hollywood.
Vivi o sonho dos meus filmes. E, quer saber? Ainda vivo. Só mudei de gênero.
Afinal, ninguém pode ser mocinha para sempre. E ninguém pode ganhar o Oscar sendo absolutamente feliz e linda.
Mas sim, eu fui a mocinha que acaba com o bom partido, Jane Austen, lembram? Razão e Sensibilidade.
Já fui outras personagens menos glamourosas. Até já fiz "Quem tem medo de Virginia Wolf" e certamente coisas menos intelectuais e mais underground.
Esta tarde, no meio de todos os autores e frases e café da Livraria Cultura lembrei de James Joyce. Só quem é ansioso e atropela pensamentos como eu pode entender o "grande enigma".
Nada é tão intelectual e nada é tão raso. É só uma questão de ponto de vista.
Ou uma questão de interlocutores.
Enfim, Dia de São Patricio.
Dia de comemorar.

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