quarta-feira, 23 de março de 2011

Fim das ilusões

O que eu adivinhava, temia, hoje virou realidade. Sabe que o prenúncio da desgraça é pior que a desgraça em si.
Talvez seja melhor assim. Melhor? Não como ser remotamente bom a constatação do desamor. Lições edificantes não existem.
O próximo passo? Seguir em frente. Mesmo porque não há outro jeito. Tristeza? Vazio? Como é de praxe sobrou a sensação de culpa e incompetência.
Mas passa. Tudo passa. Até onda radioativa. Até crime prescreve. Dor também prescreve. O mais difícil, o mais duro é descobrir que eu sempre fui só a irmã dura de engolir.
Nos meus sonhos éramos amigos que tinham coisas para conversar, no matter what, no matter how.
Todo mundo se engana. Eu só me engano sobre meus afetos.
agora só me resta dançar um tango.

quarta-feira, 16 de março de 2011

St Patrick

Minha melhor, ou das melhores recordações da minha vida está ligada à St Patrick. Sou uma das poucas pessoas a qual não se aplica o dito popular " Era feliz e não sabia". Ao contrário, eu sempre soube o quanto eu era, estava feliz. Absurdamente feliz. Magicamente feliz. Claro que meu lado EU sempre soube que era passageiro, sempre soube da sorte de ter, mesmo que só momentaneamente a felicidade de Hollywood.
Vivi o sonho dos meus filmes. E, quer saber? Ainda vivo. Só mudei de gênero.
Afinal, ninguém pode ser mocinha para sempre. E ninguém pode ganhar o Oscar sendo absolutamente feliz e linda.
Mas sim, eu fui a mocinha que acaba com o bom partido, Jane Austen, lembram? Razão e Sensibilidade.
Já fui outras personagens menos glamourosas. Até já fiz "Quem tem medo de Virginia Wolf" e certamente coisas menos intelectuais e mais underground.
Esta tarde, no meio de todos os autores e frases e café da Livraria Cultura lembrei de James Joyce. Só quem é ansioso e atropela pensamentos como eu pode entender o "grande enigma".
Nada é tão intelectual e nada é tão raso. É só uma questão de ponto de vista.
Ou uma questão de interlocutores.
Enfim, Dia de São Patricio.
Dia de comemorar.

terça-feira, 8 de março de 2011

Cinzas

Quarta-feira de Cinzas
Mais uma quaresma. Sobrevivi com galhardia a mais um ano. Sabe lá Deus como...adoro. Quem criou essa expressão criou a propaganda. Não fui original.
Aliás, originalidade não é meu forte. Nem meu objetivo, se é que já tive algum. Talvez eu seja o nada das estatísticas. Alguém absolutamente inócuo. A meu favor posso dizer que reciclei, evitei alguns episódios danosos, não reproduzi, se bem não fiz certamente não criei nenhum evento danoso. No sentido global.


Gosto de jazz, blues, poesia americana. Gosto de gente inteligente e de Bach. Adoro gin. Saphire. Gin gelado. Gosto de Paulo Francis. Gosto de Balanchine
E Puccini
Gosto de ostras e, se bem me lembro, gosto de beijar na boca. Mais do que tudo, gosto de gente.