segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Trabalho e madrugada

Não há como negar...Ando triste. Ou melhor, andava.
Não se pode ter tudo.

Como todo bom e velho notívago vou para cama antes que o Astro-rei surja no horizonte. Como todo bom redator ou tradutor só me conecto quando terminei a tarefa do dia.
Durmo pouco, sou viciada em jornais de verdade, ou seja aqueles que o porteiro entrega e sujam os dedos e alimentam a alma.
O ar gelado entra pela janela, e eu sinto saudades de um tempo que não vivi.
O Caldas Aulete de papel me dá uma sensação estranha.
Adoro papel, palavras, histórias, livros.
Os vocábulos, as vírgulas, capítulos.
Estou exausta, meus pulsos tem calos, ando ansiosa, durmo pouco. Porém, todavia, entretanto... estou finalmente trabalhando e vivendo meu sonho.
Vou dormir.
Meus dedos estão dormentes e tenho que voltar à lida amahã.
Ou seja, estou absurdamente feliz.

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