sexta-feira, 19 de abril de 2013

Estantes

É imperativo para alguém como eu ter os livros à mão. Finalmente detectei a causa da minha angústia. Preciso de estantes. 
Talvez estantes resolvam a angústia que me aflige.
Estantes. Estantes para meus livros.
Não preciso de muito para ficar bem.
Mas o meu pouco é difícil.
Por exemplo, estantes para meus livros. Um stereo que leia meus tão sofridos Cds.
Amigos que conversem no meio da madrugada. (Isso eu não posso me queixar de ausência).
Nesta noite de sexta-feira o mundo parece um lugar especialmente agradável.
Miles e Monk. Amanhã Saco de Ratos.
E estantes. 
Estantes.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Auto-crítica

Tarde, tardíssimo...quase amanhã. O medo me paralisa. Auto-crítica.
" Nunca uma espelunca, uma rosa nunca, nunca mais feliz..."
Quem disse???
Eu nasci pra ser feliz. E melancólica.
E tudo ao mesmo tempo agora.
Ai Se eu pudesse!! 
Ciranda da Bailarina.
Todo mundo tem piolho, tem ferida, tem pereba. Só a bailarina que não tem.
Bailarinas...pobres meninas perfeitas. Pobres de nós meninas, que somos todas bailarinas.
Somos meninas até...sempre.
Como menina tonta ainda presto atenção nas coincidências (agora cibernéticas) e mesmo ciente da tolice, ainda me encanto.
E como me encanto!
O encantamento é o que me mantém viva. Viva. Absurdamente viva.

Sou uma mulher apaixonada. Apaixonada por mim mesma. Pela vida. E, por consequência, apaixonada pela paixão. 
E, para que negar? Por alguns homens.
"Um dia pra guardar minha alegria, minha agonia, todo veneno de um pequeno dia"

Estou me despedindo da fase Chico Buarque. Como já deixei claro, sou movida a paixão.
E nada supera o choro da guitarra, e o lamento do baixo num blues.
Quem falou que eu jamais mudaria?